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segunda-feira, 28 de março de 2016

[Resenha] - Um Mundo de Tinta

Saudações queridos nerds!

Hoje decidi falar sobre a Trilogia Mundo de Tinta


Por mais que eu tenha lido apenas os dois primeiros, acho que dá para dizer um pouco da essência desse maravilhoso universo

Muitos o conhecem a partir do filme Coração de Tinta, mas esse filme é apenas o inicio 

"Talvez atrás da historia impressa haja uma outra, muito maior, que se modifica como acontece no nosso mundo. E talvez as letras não nos revelem mais do que aquilo que vemos quando espiamos pelo buraco de uma fechadura. Talvez elas sejam somente a tampa de uma panela que contem muitas coisas alem das que podemos ler."


Pois é, essa foi uma das milhares de frases que me encantaram nessa trilogia, pois como eu nunca havia parado para pensar nisso? E se os livros são apenas um pedacinho de um universo tão grande como o nosso? Afinal, não temos registros em livros de história que contam para as futuras gerações algo que aconteceu no passado? Não foca em um personagem importante do momento? Então o que impede os outros livros de serem assim também?

Okay Paula, mas como isso é possível? Como alguém pode escrever sobre um mundo do qual não faz parte?

O artista é como se fosse um artesão de desejos, ele já tem em seu íntimo algo do mundo imaginário, é como se ele já conhecesse todo aquele mundo, mas nem tudo ele coloca no livro. Há acontecimentos secundários que o artista até conhece, mas o leitor pode não ser capaz de conhecer, como no caso do Mundo de Tinta, os leitores não tinham ideia da vida do personagem Dedo Empoeirado além daquilo que fora escrito pelo autor, mas o próprio autor o conhecia e assim mesmo, não por completo, pois nele havia uma personalidade única


Os sentimentos mais profundos é o que leva o artista a criar algo para ser sentindo como um mundo novo, ou seja, o artista cria um novo mundo. É como se algo dissesse em seu íntimo: "Ei, eu preciso sair daqui! Me mostre ao mundo! Me escreva! Me crie! Me desenhe! Me pinte!" 

A trilogia mostra um portal entre esses mundos, onde os personagens vem ao nosso mundo e quando retorna, o tempo também passou do outro lado da pagina, já não é o mesmo que está disponível para nós no livro, o que mostra que as coisas continuaram a partir daquele ponto e que já existiam antes

Mas agora falando como uma escritora, eu me identifiquei com a história, principalmente os momentos em que o autor do livro é encontrado e ele dá de cara com seus personagens, ele os entende,são como seus filhos e é esse sentimento que tenho pelos meus personagens, May, Kaos, Jane, Roxy, Claire, Peter, Victoria, Hope, Albert e muitos outros, eles são como filhos para mim e quando vi o autor encontrando Dedo Empoeirado eu me imaginei encontrando todos os meus "filhos", alguns deles provavelmente me odiariam por ter criado uma história triste para eles, assim como Dedo Empoeirado ficou muito triste ao saber o que acontece a ele no final do livro

Acredito que a saga Mundo de Tinta te capacita a entender o lado dos escritores e artistas, pois já houveram casos de leitores das minhas histórias ficarem indignados com a atitude de um personagem ou até mesmo com a morte de um deles. Infelizmente essas coisas acontecem, no meu caso, algumas vezes a história do personagem vem à minha cabeça, mas eu não tenho ideia de como irá terminar ou do que vai acontecer ao longo da jornada 

E espero que não seja só comigo que isso acontece, senão me sentirei meio louca aqui hahaha...

Também acredito que, aquelas pessoas que tratam livros de qualquer maneira, os verão de forma diferente a partir desse livro, pois cada um te transporta para um mundo que possui sua própria essência

"Uma história, um romance, um conto - essas coisas assemelham-se a seres vivos, e talvez o sejam de fato. Elas têm sua cabeça, suas pernas, sua circulação sanguínea e sua roupa, como pessoas de verdade"

Caso fiquem curiosos a respeito de minhas histórias, possuo fanfics disponíveis, pois minhas obras originais ainda não estão finalizadas para lançamento. Minhas fics estão disponíveis na aba Eu, Escritora

Beijo e que a Força esteja com vocês!


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

[Resenha] - Geek Love - O Manual do Amor Nerd

Saudações queridos nerds!


Essa resenha fala de amor. 


Do livro Geek Love - O Manual do Amor Nerd de Eric Smith.


O livro foi recomendado (e emprestado) pelo Tiago Alves. "Você precisa fazer uma resenha desse livro!" foi o que ele me disse e como eu gostei demais do livro, cheio de referências geeks, ele realmente merece uma resenha bem a cara dele. É um  livro leve e super divertido de ler onde você encontrará muitas dicas para um primeiro encontro e além!

Pois então, o livro é bem voltado para o público masculino. Há uma página que fala que serve para as garotas também, não nego que serve, até peguei algumas dicas em alguns aspectos, mas ainda assim o livro parece muito uma conversa entre dois caras, um com experiência ajudando um outro sem experiência. E quando digo com ou sem experiência, não apenas de quanto tempo durou o relacionamento ou quantas meninas já pegou, mas também daqueles que fizeram milhares de coisas erradas e corrigiram e outros que ainda permanecem no erro achando que a culpa é das meninas, ou achando que não é atraente fisicamente e falando nisso, vamos começar a falar do livro, senta aí querido Player 1.

O livro começa te ensinando a se conhecer, algo essencial em muitas pessoas, pois eu ouço muitos "eu sou feio(a), ninguém me quer", "eu tenho uma parte do corpo pequena, ou muito grande", "eu sou um(a) inútil, ninguém me merece" e mais um monte de ladainhas. Só quero dizer uma coisa, infelizmente aparência conta num primeiro contato, mas com o tempo, quando você se conhece, você sabe que você é muito melhor do que apenas aparência física, ou que você possui atributos indispensáveis. 

Com o livro você pode descobrir que tipo de nerd você é, como o nerd dos cinemas, o nerd dos quadrinhos ou o nerd dos computadores e cada um se ramifica apresentando muitas personalidades . Eu acabei me conhecendo mais com esse livro também, além de mostrar o que você ganha de habilidades em cada característica e defeito que possui (sim, defeitos, nenhum ser humano é perfeito como eu até disse na resenha sobre Cidades de Papel), o que é algo super legal! Você reconhece sua personalidade e aprimora suas qualidades e tenta maneirar seus defeitos (não extingui-los, a não ser que esteja te incomodando, aí recomendo que jogue fora mesmo)

Após montar seu personagem tem o momento de ataque, e nada de sair jogando pokébolas nas meninas ou laçando com cordas ou capturando com espadas (okay, já levei uma pokébolada na cabeça uma vez, era de pelúcia e o garoto era meu amigo há mais tempo, então fiquei indignada, demos risadinhas e não funcionou para o lado romântico, somos amigos então foi uma zuera básica, mas se for fazer isso com uma garota(o) que você esteja afim use uma de pelúcia assim como ele e tente transformar isso em algo engraçado, o que será difícil e raro com alguma desconhecida, a não ser que ela leve as coisas na brincadeira, mas enfim...) 



O ataque (que eu acabei desviando do assunto) é conversar com o(a) possível Player 2 da sua vida. O livro te ensina vários golpes como por exemplo, o X como o golpe básico que seria "olá, tudo bem?", tem quadrado, bola e triângulo que é convidando pra sair casualmente e o recuar, saber montá-los em alguns combos é sensacional, você pode até pegar os combos do próprio livro como base e olha, eu como garota acredito que tem uns combos que são puro Fatality, não do lado que me mataria, me destruindo em pedaços, mas sim no sentido de ser algo... digamos... glamouroso e artístico (por favor, não me considerem uma psicopata, eu só acho legal, envolvente e até artísticas as cenas de Fatality, que aliás eu não sei fazer nenhuma =/ ) Tente alguns combos, invente os seus e tente não "encostar no adversário no meio do combo atrapalhando seu objetivo final" (conhecedores de Mortal Kombat entenderão essa frustração que eu vivo na maioria das vezes)

Uma parte super importante é se arrumar para o primeiro encontro. É... homens e mulheres, essa parte é muito importante e eu já dei umas mancadas legais nela. Que vergonha...

Bom, vamos lá. Ele ensina a arrumar seus cabelos, afinal, você não quer ficar medonho pra(o) player 2 né? Como o livro é mais voltado para os homens ele dá dicas que, rapaz, se você seguir o coraçãozinho da Player 2 vai pular freneticamente. Claro que nem todos os estilos agradam a todas as mulheres, eu por exemplo, tenho preferências que muitas outras mulheres poderiam detestar, como por exemplo algumas inspirações que ele coloca como Han Solo e Tony Stark. 


Acho que como o autor do livro detesta a primeira trilogia de Star Wars (não digo as primeiras em lançamento) ele esqueceu do Anakin, mas se bem que Anakin se veste como Jedi então esqueçam o que eu disse, só quis expressar que sim, eu gosto da primeira trilogia de Star Wars também!

Pronto, me libertei. Eric Smith e mundo, me julgue, não ligo u.u

Enfim, voltemos ao estilo dos mocinhos ali em cima. Eu não acho que precise se vestir como eles exatamente, mas pegar algumas inspirações que não fique ridículo NVR (Na Vida Real, amei esse termo no livro), pois eu não gostaria de sair com um cara que se vestisse idêntico a personagens de outras cidades ou galáxias, mas um Tony Stark caseiro não é nada mal.


Prosseguindo Player 1....

O manual te ensina também a escolher o local do encontro, onde você ganha XP e mais pontos em suas habilidades, principalmente lugares em que vocês não corram risco de vida ou não tenham como voltar para casa, coisas muito importantes a serem observadas, afinal não quer que seu primeiro encontro seja o último, não é mesmo?

Algo super divertido nesse livro é o mini game RPG para agir no encontro, onde ele te dá uma situação e 3 escolhas, olha Player 1, onde está escrito Game Over no final é realmente Game Over, nunca faça essas coisas, muitas vezes as pessoas acham que é bobagem certos detalhes, mas acredite, faz toda a diferença. PORÉM, como o querido cidadão que me emprestou esse livro costuma dizer: nem tudo são flores (sim, falei flores normal porque não quero roubar sua identidade =3)

Pois é Player 1, se a menina não está afim e te deu uma chance, provavelmente foi porque você insistiu muito e ela quer que você largue do pé dela, ou porque ela precisa de alguém para alimentar o ego dela já que ela está na seca, ou porque ela te vê como um amiguinho e quer te manter na friendzone, talvez até com benefícios, mas acredite, uma vez na friendzone é uma longa batalha para sair dela, mesmo com benefícios, não se iluda, não estamos em um filme hollywoodiano de comédia romântica, estamos na vida real.

Então não adianta você ser fofo, meigo, um príncipe e beijar os pés dela, ela não te quer e pronto. Tente se afastar. "Ah mas ela me procura..." encurte a conversa, seja breve, faça cortes, ela tem que perceber o seu valor e enquanto você se rastejar aos pés dela, será impossível que ela veja isso, se levante e apareça meu querido, porque se ela não te quer, alguém com certeza quer, mas enquanto você usar uma viseira, você nunca vai enxergar e claro, não saia com qualquer uma que esteja afim de você, não precisa ser assim, porque senão você estará sendo o canalha da vez e vai machucar da mesma forma que foi machucado.

Por fim, a parte mais triste, o fim

Pois é, tem vezes que percebemos que aquela pessoa não é o seu Player 2 e esse livro te ensina a terminar bem, sem machucar tanto o outro. São dicas maravilhosas, acredite em mim, se meu antigo relacionamento tivesse seguido esses passos, talvez as coisas teriam sido mais leves, mas não foi assim. Então querido Player 1, por favor, termine do jeito certo e só quando tiver certeza absoluta disso, pois alguns tem volta, a maioria não e também nem toda vez há chance de volta, então pense com cuidado pois você está lidando com outro ser humano.

Não se prenda também, se você decidiu isso, pensou bem e tem certeza, fale de uma vez, não fique cozinhando a outra pessoa ao seu lado, vai por mim, isso é doloroso de ambos os lados.

Mas pode ficar tranquilo Player 1, se você que levou o pé na bunda, tem como recuperar seus lifes de volta!!

Isso mesmo!! E você ainda pode recuperar ganhando XP para a próxima quest, mas não vá para a próxima tão rápido, meu Deus, respire, pegue o tempo que precisar para você mesmo, reveja seu relacionamento, observe seus erros e os erros do outro para que você não cometa o mesmo e quando se sentir preparado ou conhecer alguém que faça você se sentir diferente de um jeito bom, comece a investir, mas vá com calma, não queremos que ninguém saia assustado e que você se machuque de novo, não é mesmo?

Então conheça a pessoa, saia com ela, conheçam mesmo, além do físico, conheça a pessoa que você pretende ter ao seu lado como Player 2. 

Beijos e que a força esteja com vocês!

P.S.: Dedico esse post para todos aqueles que precisam de uma mãozinha para entender relacionamentos e indico que compartilhem o link com todos aqueles amigos que vivem chorando dizendo que são infelizes para lidar com relacionamentos por questões, muitas vezes, fúteis ou de opinião de uma pessoa só e caso tenham alguma dúvida ou algum xingamento a me fazer rs... podem me mandar um e-mail estou sempre a disposição ;D



sábado, 19 de setembro de 2015

[Resenha] - Uma Garota de Papel

Saudações queridos nerds!

John Green, através do seu personagem Quentin Jacobsen, disse algo sobre milagres na vida das pessoas. Eu, de início não entendi muito sobre isso, mas lendo o livro, percebi o que quer dizer e o que significa e assim como Margo Roth Spiegelman foi o milagre de Quentin, eu descobri que eu também tenho um milagre personificado. Bom, já deu pra perceber (ou não)  que a resenha de hoje é referente ao livro Cidades de Papel.



Confesso que achei ridículo o milagre do cara ser uma garota, mas depois que entendi o significado, percebi que o meu milagre também se trata de uma pessoa. Não vou citar quem é, desculpe, mas sou apenas uma garota de papel, vivendo numa cidade de papel com uma vida de papel.

Pois é, pensei muito sobre o que seria ser uma pessoa de papel e entendi que todos nós somos de papel, não tem como explicar em palavras o que de fato é ser de papel. Ser de papel é como um sentimento, afinal como você explica alegria, amor, tristeza, cada pessoa tem a sua definição para cada um desses sentimentos e por isso não consigo explicar em palavras o que é ser uma garota de papel.

Bom, para você saber se você teve um milagre na sua vida, e se o responsável foi um fenômeno natural ou uma pessoa, um milagre é aquela experiência que fez você perceber o que você realmente é e o que você realmente quer da sua vida. Sim, tenho que dizer que uma pessoa foi responsável pelo meu milagre e eu não sei exatamente se eu me incomodo com isso ou não. Acho que posso até agradecê-la de uma certa forma rs...

Porém eu não agia do mesmo modo que Quentin fazia com Margo, o que aliás, é um outro ponto que eu queria colocar em discussão após ler esse livro: a idealização de pessoas.


Cidades de Papel trata desse assunto de maneira bem sutil, afinal, é algo que fazemos, muitas vezes, inconscientemente.

Sabe aquele cara (ou garota) que você era super afim e acabava imaginando-o como um cara incrível, sorridente, popular, muito mais poderoso que você, de forma que você se sentia tão inferior a ele que nem tentava conversar achando que você não era digna disso. Pois é, você "endeusa" a pessoa, coloca num pedestal, quando na verdade, ele é só um ser humano tão simples como você e provavelmente com muitos mais defeitos e muitos problemas que você nem sequer imaginava.

Quando a pessoa está longe, você imagina a vida dela como algo perfeito, mas quando você se aproxima e a conhece, você nota que a pessoa possui defeitos que, muitas vezes, se tornam insuportáveis e isso acaba com seu encanto, porque quando você se aproxima, você acaba conhecendo. Uma pessoa que muitas vezes pode não te agradar. Ou até mesmo a pessoa pode se aproveitar que você a coloca num pedestal e tomar essa posição, te usando para momentos de carência, para mostrar aos outros que está podendo e para ter alguém ali que a fará se sentir a dona(o) do mundo sempre que estiver se sentindo mal.

Enquanto isso, sua esperança de um dia ficar com a pessoa, só aumenta. E eis que você está no conhecido "friendzone".


E é nesse assunto que o livro se destacou pra mim.

Eu acreditei que seria um livro clichê, mas como era John Green, eu pude esperar de tudo no final desse livro e olha... eu me surpreendi. Mesmo fazendo tantas possibilidades de um final, John Green conseguiu colocar um final que eu realmente não esperava e foi ali que eu entendi o que ele quis dizer com coisas de papel. O final te faz refletir sobre várias coisas.

Eu ainda não vi o filme pra saber se ele capturou a mesma essência, mas eu me apaixonei por toda a história.

Cidades de Papel também é um livro investigativo


E o que me deixou mais impressionada não foi o fato de investigar um crime, um rapto, talvez um desaparecimento, mas, na verdade, o que ele estava buscando, mesmo que inconsciente, era sua própria vida, a busca pelo seu eu, pela realidade, pela desilusão, por tentar ser mais do que apenas uma pessoa de papel.

Assim como A Culpa é das Estrelas, esse livro não fala só de um romance adolescente. Porque eu acho sim, que o mundo precisa de mais personagens humanos como Hazel e Gus que são doentes. Ou seja, nada daqueles personagens fantasiosos que você gostaria de ser, mas nunca será porque não combina com a realidade. Aliás, ainda procuro por um livro que a protagonista esteja acima do peso que é considerado bonito para a sociedade, mas não uma história onde ela sofra e só quando fica magra que ela é feliz, quero a história de uma garota acima do peso que continua assim e é feliz assim. Se alguém souber de algum, por favor, me indiquem.

E como era de se esperar, Cidades de Papel também quebra esse conto adolescente não real, mas se eu contar o final, vou acabar estragando a surpresa, pois por mais que eu achasse que fosse um clichê, eu estava muito enganada. Confesso que eu não gostei muito da Margo, achei ela dramática, exagerada, um pouco egoísta e sem noção, mas isso não estraga o livro, nem um pouco, só acho que ela poderia resolver as coisas de modo mais racional.

Talvez ela ter essas qualidades seja a intenção de Green e talvez, eu não ter gostado muito dela, pode me ter possibilitado observar todas essas outras coisas.


Bom, por fim, Recomendo demais Cidades de Papel. É um livro de fácil leitura, não clichê e cheio de brechas para refletir sobre sua vida de papel.

Beijos, boa leitura e que a força esteja com vocês!



terça-feira, 1 de setembro de 2015

[CCXP] - A Porta para Vários Mundos

Saudações queridos nerd!


Hoje é terça! Dia de falar da Record!

"Nossa Paula, legal hem, a Record vai cobrir o evento, nossa, nossa..." [Pura animação nessa frase #sqn]

Mas é claro que não é essa a informação...


Tô falando é da EDITORA RECORD! O maior grupo editorial do Brasil! 



Com 14 selos para diferentes públicos, a Record leva pra CCXP 2015 um dos maiores catálogos literários relacionados à cultura pop do país.

O grupo Record é líder no segmento de não-didáticos e detentora selos como o Galera que é voltado para o público jovem, e o Verus, editora de Eduardo Spohr, considerado um dos maiores autores nacionais de fantasia da atualidade.





No Brasil, o Grupo Record publica alguns dos autores e séries de livros de grande sucesso entre os leitores fãs de cultura pop, como Trono de Vidro


Que aliás, a personagem da capa lembra muito a minha personagem de RPG [Sim, eu jogo RPG *-*]

Os Instrumentos Mortais


e DiscWorld


Além de obras literárias baseadas e inspiradas em jogos e séries de TV como Diablo


Minecraft


e The 100


Além dos livros, a Record também tem em seu catálogo as clássicas histórias em quadrinhos de Asterix


Aah, Asterix é tão nostálgico. Eu amava tudo referente a Asterix, principalmente o filme. Amo quando eles colocam atores tão parecidos com os desenhos <3

E também tem os almanaques ilustrados dos universos de Star Wars


e Harry Potter


"O público da Comic Con Experience é muito ligado em literatura e nossa participação em 2014 superou as expectativas. Para 2015, estaremos com uns dos lançamentos mais aguardados deste final de ano, como os novos livros da série Assassin's Creed, Filhos do Éden, The Walking Dead e World of Warcraft. Também estamos em negociação para trazer um autor internacional para o evento", ressalta Rodrigo Barbuda, Gerente de Feiras da Record.

Quem será esse autor internacional?? Eu estou realmente muito curiosa pra saber se o Rôrô olha as intimidades vai conseguir trazer alguém, hihihihi.

Então pessoal, se você quer muito ver tudo isso ao vivo e a cores, é melhor correr, porque a CCXP vendeu 50 mil ingressos em uma semana!! Mais de 75% das entradas de sábado já foram vendidas, que está sendo o dia mais procurado pelos fãs 

"A grande procura por ingressos da Comic Con Experience é resultado direto do evento de 2014, que contribuiu para redefinir o mercado de entretenimento e cultura pop no país. Soma-se a isso a lista de atrações já confirmadas e o fato de o público brasileiro já ter entendido que, como acontece em comic cons no mundo todo, grande parte da programação é anunciada nos meses que antecedem o evento e que vale a pena garantir seu ingresso o quanto antes para não perder esse momento único", comenta Iva Costa, sócio da CCXP

E eu concordo muito com ele, por isso eu corri, no primeiro dia de vendas e garanti o meu !

Por isso CORRA CORRA CORRA 


Antes que você perca essa oportunidade, realmente, única!! Porque eu tenho certeza que nenhuma Comic Con será como a outra, afinal, as atrações internacionais não serão as mesmas, além das novidades dos stands que muda a cada ano trazendo as novidades.

Mas Paula, vou comprar meu ingresso, mas e aí? Vou dormir na rua?
Claro que não querido nerd, A CCXP possui hoteis oficiais, com preços especiais para fãs, além do hotel estar personalizado para o evento. Mas como eu disse, corre que tá esgotando, afinal, mais da metade das pessoas que adquiriram os ingressos são de fora de São Paulo. Eu já garanti a minha caravana =D

Até a semana que vem com mais novidades da CCXP!

Beijos e que a força esteja com vocês!


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

[Resenha] - Você não fala sobre o Clube da Luta

E eu estou aqui agora para quebrar a primeira e a segunda regra do Clube da Luta! (Nossa que rebelde)

Saudações queridos nerds!

Agora é o momento de falar de O Clube da Luta de Chuck Palahniuk e por isso, se você não tem noção do que se trata, pode ler tranquilamente, mas na hora que você ver um alerta spoiler gigantesco, recomendo que pare.



Então vamos lá, contagem regressiva para a morte.

10

9

8

É mais ou menos por aí que é a leitura desse livro. Do nada aparecem uns momentos de devaneio do personagem, onde, num momento, ele está pensando numa coisa seríssima e em seguida ele retorna para esses pensamentos avulsos. Para início de conversa, o personagem principal não tem nome, ele é um Órgão Estranho de Joe. Bizarro, não é? Mas o nome não é importante nesse livro, na verdade até facilita e torna ele mais interessante. Eu, como escritora, sei o quanto é difícil criar nomes e não colocar nenhum nome no personagem principal é fácil para o escritor e até acredito que isso torna livros psicológicos mais interessantes também.

Espera Paula, quer dizer que o Clube da Luta não é uma história de lutas? Tipo, com um monte de caras se socando para todos os lados e uma história tipo Karatê Kid mas versão adulta? 

Bom, foi isso que eu pensei quando vi a capa do filme. Mas pela capa do livro, você já percebe o quão louca a história é. Afinal, Clube da Luta escrito em um sabonete com sangue. Okay, o sangue você não estranha, mas e o sabonete? 

7

6

O sabonete também está na capa do filme, mas mesmo assim, se eu não fosse obrigada a ver esse filme na faculdade, eu jamais teria pego pra ver. E seria um grande arrependimento.

O filme tem luta sim. Os homens se batem e blá, blá, blá



Olha aí as lutinhas, que gracinha... Sou o Estranhamento de Joe...

5

4

Olha, o Brad Pitt, já ficaram mais animadas pra assistir, não é garotas, mas enfim, não temos tempo pra falar sobre o Brad Pitt e seu tanquinho aqui. Isso não é importante. Eu sei disso porque Tyler sabe disso.

Bom, o filme é cheio de mensagens subliminares, não aquelas que a igreja mostra cheias de demônios, mas sim umas coisas que, se você piscar, já era, você não vê. É algo colocado ali por questão de segundos e a única mensagem subliminar possível de enxergar, mas assim mesmo só depois que te contarem, será um órgão sexual masculino (sou educada, não falo o nome u.u).

E também temos mais uma personagem que eu morro de amores por ela. Por que ela é fofa? É uma princesa? É uma mocinha que vai salvar o personagem principal? Sou o Estômago Revirado de Joe.

Não. É Marla


Interpretada no filme por Helena Boham Carter <3 

3

Marla é completamente louca e insana. Ouvi boatos de que ela era muito mais louca no livro. Mentirosos. Marla chega a ser um pouco mais sã no livro. Mentirosos. Sou a Indignação de Joe. Mas a Marla me encanta pelo fato de ela simplesmente ser ela e não estar nem aí pro mundo e por ela amar o Tyler de uma forma diferente do amor que estamos acostumados, um amor muito mais genuíno, se é que posso dizer dessa forma. Sei disso porque Tyler sabe disso.

O modo de escrita do livro é bem perturbadora, mas com o tempo você acaba se acostumando. Como por exemplo esse post, se você achou agoniante ficar lendo com essas pausas, recomendo que leia assim mesmo, porque a história é sensacional. E a história fica ainda mais sensacional quando você lê o Posfácio. Quando o autor, Chuck, conta sobre como ele começou a escrever o Clube da Luta, sua repercussão, seu lançamento e como a maioria de suas histórias relatadas, são coisas que acontecem na vida real. Além disso, tem uma parte que ele diz que um rapaz que trabalhava no avião virou pra ele e disse que o Clube da Luta na verdade era uma sauna gay onde os homens se pegavam. Chuck concordou com ele, ele não liga para as várias interpretações de seu livro como provavelmente muitos autores fariam. 

Eu sei disso porque Tyler sabe disso. Sou a Curiosidade de Joe.

2

1

Prepare-se para a evacuação da alma.

Beijos e que a força esteja com vocês!


sábado, 8 de agosto de 2015

[Resenha] - Precisamos falar sobre Tolkien

Saudações queridos nerds!


É isso mesmo, pegue a sua cadeira, senta aí, e vamos falar sobre Tolkien e O Silmarillion.




Eu tinha um enorme preconceito com J.R.R. Tolkien, pelo simples fato de sua escrita ser complexa, cansativa e monótona. Foi o que senti lendo O Hobbit. E graças ao Hobbit, fiquei enrolando a leitura de Silmarillion por um ano e meio. Essa enrolação só não demorou mais porque todos os meus amigos fascinados por Senhor dos Anéis, me disseram que Silmarillion era o livro mais foda dos fodas. Okay, dizer isso pra mim me faz querer ler o livro só pra ter certeza e eles conseguiram. Li O Silmarillion e olha.... Ele realmente é tudo isso que eles disseram!

Isso mesmo. Silmarillion é foda do foda mesmo, muito top, admito. 

Bom, como meu conhecimento literário do Tolkien se resumia apenas ao Hobbit eu entrei em Silmarillion apenas conhecendo o livro e os filmes de LOTR (Lord of the Rings). A história é maravilhosa. É linda e encantadora em seu início. É tudo muito mágico, eu consegui me sentir na criação da Terra Média, no meio dos seres, das árvores e daqueles que seguiam Ilúvatar. Até a criação de seus filhos, os Primogênitos, os elfos <3

Tudo maravilhoso e perfeito até que Melkor/Morgoth teve que arruinar tudo, por inveja. E também por causa das Silmarils, que davam poder e todo mundo cobiçava o poder. 

Mas vamos às partes que me fizeram amar Silmarillion e classificá-lo como foda dos fodas: Sou apaixonada por dragões e nos dois livros do Tolkien, os dragões são maus e eu amo isso. A voz potente deles e toda a maldade e destruição, sim, os dragões me encantam por isso e pela fidelidade que eles têm a uma pessoa por vontade própria e como essa maldade é revertida para a proteção daquele a quem ele ama.

Além disso, tiveram duas histórias que eu fiquei maravilhada. A primeira foi a história de Lúthien e Beren



Não por ser simplesmente uma história de amor, mas sim pela coragem e determinação dos dois para ficarem juntos para toda a eternidade, pois Beren recebe um desafio de Thingol para conseguir a mão de Lúthien, um desafio impossível e mortal. Sabendo disso, Lúthien foi atrás de Beren e ficou ao seu lado enquanto ele cumpria sua promessa, mesmo já estando com ela ao seu lado. A entrega de Lúthien de sua vida após a morte para ir para onde os homens vão, que é um lugar desconhecido por todos. Enfim, uma história linda que dá vontade de ler várias e várias vezes.

A segunda história que fiquei super interessada de conhecer foi dos Filhos de Húrin




Felizmente existe o livro que conta a história de Túrin e Nienor de modo mais detalhado e olha só, não é que eu estou ansiosa por mais um livro do Tolkien? É isso mesmo, sobre os Filhos de Húrin eu não vou contar muita coisa, as imagens dão um resumo da ordem da história, mas falarei deles assim que eu ler o livro, pois a história é sensacional e O Silmarillion trás um pequeno pedaço dela.

O que posso dizer da escrita do Tolkien é que ela é cansativa para novos leitores ou para pessoas que não curtem muito leitura, pois no meu caso, foi o costume e também a história envolvente. Mas não pense que foram flores, o início de O Silmarillion é um pouco confuso e cansativo, muito pacífico, mas me animou a ler por ser muito bonito e eu quase pude sentir o cheiro da floresta e ver a beleza dos elfos enquanto lia. Então troco a minha fala, a escrita de Tolkien não é cansativa, a escrita de Tolkien te embala e te leva até a Terra Média em seus detalhes.

Recomendo O Silmarillion porque ele é o livro mais foda dos fodas!

Beijos e que a força esteja com vocês!